Quem somos

A Rede Mineira de Comunicação Científica (RMCC), criada em 2015, reúne as estruturas de Comunicação Pública da Ciência e de Divulgação Científica das instituições públicas e privadas de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais e/ou projetos e programas com caráter de Comunicação Pública da Ciência e de Divulgação Científica formalmente reconhecidos pela instituição à qual estão ligados.

Atualmente, é composta pelas seguintes instituições: 

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet/MG)

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig)

Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais

Fiocruz Minas

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) 

Fundação Ezequiel Dias (Funed)

Hemominas

Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG

Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau)

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes/MG)

Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Universidade Federal de Lavras (Ufla)

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Visuri SA

Unis – Centro Universitário do Sul de Minas

 

História

O primeiro passo para a formação desse projeto foi dado em 2014, quando a rede foi idealizada por um grupo de dentro da Fapemig. O intuito era de agrupar e dar força às instituições mineiras, com o objetivo específico de potencializar a divulgação científica no estado. 

A partir daí, alguns membros da Fapemig, incluindo a responsável pela assessoria de comunicação da instituição, Vanessa Fagundes, e membro da RMCC até hoje, resolveram se articular e convidar os representantes das instituições mineiras, que tivessem, ou não, algum trabalho já iniciado de comunicação da ciência especificamente.

Ainda em 2015, houve o primeiro encontro da RMCC – encontros esses que passaram a ser regulares – reunindo jornalistas e outros profissionais representantes das instituições de ensino e pesquisa do estado.

 

Resultados

Como resultado dessas reuniões, foi possível dar início a um diagnóstico sobre as reais necessidades das instituições mineiras. Então, foram traçados dois macro objetivos de trabalho: tornar de conhecimento público os avanços da ciência, tecnologia e inovação do estado e promover estudos e constante especialização dos membros da rede. 

O primeiro resultado direto do trabalho em rede foi a colaboração para a elaboração de duas chamadas públicas da Fapemig: 

Ações de Popularização da Ciência, apoiando iniciativas de divulgação científica, voltadas para as áreas de eventos, exposições, aquisição de coleções etc.; 

Apoio a Estruturas de Comunicação, com o intuito de ajudar a criar ou fortalecer e consolidar as estruturas de divulgação científica das instituições.

Esses dois editais foram fundamentais para a consolidação da RMCC. A partir daí, as instituições começaram a refletir mais sobre suas ações nessa área. Com o apoio recebido via edital, as iniciativas positivas puderam ser fortalecidas e novas possibilidades puderam se consolidar.

Quanto às ações da RMCC, o grupo fez coberturas colaborativas de eventos científicos, como a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e organizou minicursos ministrados por membros da rede, também nos encontros da SBPC. Os minicursos foram oferecidos nos encontros de 2017 e 2018.

A rede apoia também eventos nacionais como o Pint of Science e já concebeu e executou oito edições do curso de comunicação pública Fala Ciência. 

Os representantes da rede se reúnem ao menos duas vezes ao ano, presencialmente, em reuniões ordinárias. De acordo com o estatuto da rede, os membros devem participar de todas as reuniões ordinárias e, caso tenham mais de duas faltas consecutivas, a instituição é desligada automaticamente. Isso ajuda bastante no comprometimento com os encontros. 

Nas reuniões, além de discutirem as ações efetivas da rede, compartilham experiências e reflexões sobre as melhores maneiras e os desafios de comunicar a ciência, a tecnologia e a inovação:

– Como fazer a definição do público-alvo e como alcançar essas pessoas?

– Como fazer uma comunicação responsável, indo além dos resultados das pesquisas e focando mais no processo de desenvolvimento do conhecimento?

– Como humanizar o cientista?

– O que fazer para sensibilizar a comunidade científica sobre a importância de falar com o público não especialista?

– Como é importante a aproximação com a imprensa?

– Qual a importância de pensar a produção científica atrelada à comunicação com a sociedade?

Em 2020, os encontros foram todos remotos. Em compensação, em função da organização coletiva do Fala Ciência, foram bem mais frequentes, o que foi um ganho – uma possibilidade mais econômica e bem produtiva.

 

Impactos

Os impactos da formação da RMCC transcenderam as ações definidas em grupo. São exemplos os cursos de formação para divulgadores científicos dentro das próprias instituições, destinados a estudantes e docentes de pós-graduação. A Universidade Federal de Viçosa (UFV) tem um trabalho bem interessante nesse sentido. 

Outro exemplo é organização de eventos anuais também voltados para divulgação científica, com destaque para a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que já promoveu duas edições do Comunica Ciência: Encontro Mineiro de Pesquisadores e Jornalistas.

A RMCC participa de eventos nacionais, como Pint of Science. Inclusive, a coordenadora geral do evento em Minas Gerais, Marina Andrade, é integrante da rede; 

Também aconteceram a elaboração e a execução de projetos que aproximam a universidade das escolas públicas, como é o caso do “A Ciência que Fazemos” desenvolvido na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O curso Fala Ciência, uma das grandes conquistas da RMCC, foi idealizado para contribuir com a formação dos membros da rede, pesquisadores e estudantes das instituições e para apoio aos jornalistas que cobrem ciência. Já foram reunidos grandes nomes da divulgação científica brasileira, como Átila Iamarino, Natália Pasternak, Reinaldo Lopes, Yurij Castelfranchi, Germana Barata, Natasha Felizi e Bernardo Esteves.